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Cuidando com responsabilidade e carinho dos prematuros

Por Caroline Pires. Criada em 20/11/17 08:58.

Profissionais, estudantes e mães dividiram as experiências da UTI neonatal do Hospital das Clínicas

Texto e fotos: Caroline Pires

 

Os desafios no cuidado aos bebês prematuros na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal foi tema de evento realizado na última sexta-feira, 17/11, na Universidade Federal de Goiás. O auditório da Faculdade de Medicina ficou lotado de residentes do Hospital das Clínicas/UFG, mães de prematuros internados e pais que fizeram questão de levarem seus filhos, egressos da UTI, para reencontrarem a equipe multidisciplinar de profissionais que cuidaram deles.

A professora Fernanda Peixoto, chefe da UTI neonatal do Hospital das Clínicas deu inicio às atividades apresentando a trajetória da unidade desde a sua implementação, em janeiro de 2006. Ela explicou que, antes desta data, 100% dos bebês sobreviventes que nasceram entre 28 e 30 semanas de gestação vinham a óbito, mas esta realidade se alterou completamente nestes nove anos. Contando hoje com oito leitos, a UTI neonatal recebeu em 2016 um total de 97 pacientes, dos quais apenas 11% faleceram, um índice parecido com o alcançado em unidades de referência nacionais no atendimento a neonatos. A professora destacou ainda as dificuldades da área, segundo ela “a prematuridade extrema, abaixo de 28 semanas, é sem dúvida o maior desafio das unidades de terapia intensiva de todo o mundo”.

 

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UTI neonatal do Hospital das Clínicas conta com 8 leitos

 

Fernanda Peixoto frisou a importância do trabalho multidisciplinar desenvolvido na UTI, com a participação de médicos, enfermeiros e também de nutricionistas, fonoaudiólogos e psicólogos. Estes, atuam não só juntos as famílias dos pacientes, mas que também tão o apoio necessário para a equipe de profissionais que convive diariamente com muitos bebês que nasceram prematuros, com pouco mais de 500g, e que precisam de cuidado especial.

Uma equipe atenta de residentes das mais diversas áreas acompanhou o evento. “O tema é muito complexo para todas as áreas envolvidas. É sempre necessário pensar a coletividade e colaboração de todos os profissionais que trabalham em UTI”, completou Ana Carolina Antoneli, residente de Nutrição.

 

Mães de UTI

Durante o evento Marcela Aires, mãe de gêmeos prematuros,  compartilhou com os pais e profissionais o seu ponto de vista sobre a experiência de internação dos seus filhos. Marcela ficou internada por 2 meses até dar a luz em julho de 2014, e mesmo recebendo desde o início do pré-natal o acompanhamento médico e sabendo que seus bebês nasceriam antes das 40 semanas ideias, a UTI ainda foi uma grande preocupação.  “É muito pesado para a mãe ouvir a palavra prematuridade e UTI, pois soa como uma sentença de morte para os seus filhos”, relembrou emocionada. Em sua fala, ela agradeceu ainda o cuidado e dedicação de toda a equipe da UTI neonatal, que cuidou os filhos dela por mais de 50 dias de internação.

A experiência de Marcela serviu de motivação e incentivo para Ana Clara Sousa Rezende, que acompanha a filha nascida há 17 e que está internada na UTI neonatal do Hospital das Clínicas. “Agradeço aos cuidados de toda a equipe, tenho certeza que a Ana Júlia está sendo tratada não só com remédios, mas também com muito carinho”, completou.

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Na segunda parte do evento, mães de pacientes trocaram experiências e expectativas

Fonte : Ascom UFG

Categorias : Última Hora

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