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mulheres no esporte

Mulheres trabalham por visibilidade feminina no jornalismo esportivo

Por Angélica Queiroz. Criada em 10/11/17 15:38. Atualizada em 10/11/17 16:23.

Laboratório veiculado na Rádio Universitária 870 AM conta com a participação de jornalistas mulheres em todas as atividades

mulheres no esporte

Texto: Vinícius Paiva

Fotos: Douglas Monteiro

A luta das mulheres por reconhecimento no mercado de trabalho é diária, mas até hoje o cenário é de desigualdade salarial, preconceitos e clichês. E no país do futebol, dentro das quadras e sob os gramados, as mulheres precisam reafirmar sua competência a todo instante, o que não é diferente no jornalismo esportivo. Pensando nisso, a UFG, a partir de uma experiência laboratorial do curso de Jornalismo, o programa radiofônico Doutores da Bola, reconhece a competência e oferece o espaço que é de direito para as estudantes que desejam atuar futuramente na profissão.  

Núbia Alves, por exemplo, é estudante do oitavo período do curso de Jornalismo da UFG e já narra partidas esportivas há dois anos. Sua primeira narração aconteceu na partida entre Vila Nova e Aparecidense, pelo Campeonato Goiano de 2016. Núbia ressalta a importância de visibilidade para as mulheres do jornalismo esportivo.  “Nós temos que ser vistas, divulgadas, incentivadas a ocupar esse espaço. Temos que nos apoiar também, prestigiar o trabalho das outras.”

Em tempo

Na última terça (7/11) um fato inédito tomou conta do Estádio Serra Dourada. A partida entre Vila Nova e Santa Cruz que terminou empatada em 1 a 1, teve a atuação de seis estudantes mulheres da imprensa esportiva goianiense, Tandara Reis, Letícia Cabral, Aline Carleto, Nubia Alves, Daniela Versiane e Eduarda Moreira. Thaís Freitas, formada pela UFG, também participou. 

Doutores da bola

O laboratório radiofônico é ofertado pelo curso de Jornalismo da UFG desde os anos 2000 e consiste na transmissão de partidas esportivas, como vôlei e futebol, sempre ao vivo, direto dos centros esportivos. Todas as atividades são realizadas por estudantes participantes e estudantes monitores, que são auxiliados por monitoria docente. Os alunos exercem as funções de narração, ancoragem, comentários, reportagens e mídias sociais. O laboratório é responsável pela transmissão de torneios, como o Campeonato Goiano, o Campeonato Brasileiro, séries A e B, e, ainda, a Copa do Brasil.

Fonte: Ascom UFG

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