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Boletim Econômico

Economia goiana tenta se descolar da crise política

Por Luiz Felipe Fernandes Neves. Criada em 30/10/17 09:48.

Boletim de Conjuntura Econômica de Goiás - nº 90, outubro de 2017 - Curso de Ciências Econômicas da UFG

Os dados conjunturais mais recentes disponibilizados pelo IBGE, imprimiram dúvidas acerca do processo de retomada do ritmo de atividade econômica do estado de Goiás. O comércio varejista goiano registrou, em agosto/2017, o segundo mês consecutivo de queda nas vendas na comparação com o mês imediatamente anterior, completando
três resultados negativos nos primeiros oito meses do ano. Este setor parece sofrer reflexos diretos do aumento dos preços dos combustíveis no estado. Enquanto a inflação medida pelo IPCA em Goiânia registrou queda de 0,03% em agosto/2017, o preço da gasolina aumentou 6,1% e o do etanol 5,4%. Não por acaso, as vendas de combustíveis em Goiás caíram 25,6% em agosto/2017 na comparação com agosto/2016.

Mas o que limita o comércio goiano não é apenas o consumo de combustíveis. Outra importante atividade que também derrubou as vendas do comércio varejista em Goiás foi a de hipermercados e supermercados, cujas vendas caíram 13,6% em agosto/2017.

Por outro lado, a indústria e os serviços continuam no campo positivo. Na comparação com o mês imediatamente anterior, ambos os setores tiveram apenas uma queda no ano e não registram resultados negativos desde maio/2017.

A redução da inflação medida pelo IPCA, índice utilizado pelo Banco Central como referência para definição da taxa básica de juros, tem colaborado para que surjam boas expectativas de retorno do crescimento econômico. O IPCA, que de janeiro a setembro do ano passado, bateu em 5,14% no município de Goiânia e em 5,51% no Brasil, acumula elevação de apenas 0,74% e 1,78% até setembro/2017, respectivamente, nessas duas localidades.

Tendo em conta que a meta de inflação para este ano é de 4,5%, esses resultados abrem espaço para que a taxa de juros caia ainda mais, favorecendo o consumo e o investimento.

O que se percebe é que a economia tenta se descolar da crise política, mas que esta última persiste em afetar negativamente as expectativas dos consumidores e empresários, no Brasil e no estado de Goiás. Sem confiança no futuro, os consumidores reduzem as compras de bens e serviços e os empresários reduzem a produção e adiam
os investimentos. Enquanto isso, embora tenha caído recentemente, o desemprego continua elevado e comprimindo a renda da população. Isso tudo ressalta a importância de se virar a página e deixar a crise política para trás.

Boletim de Conjuntura Econômica de Goiás – N. 90/outubro 2017
Equipe Responsável: Prof. Dr. Edson Roberto Vieira, Prof. Dr. Antonio Marcos de Queiroz, Bruna Ramos Azevedo, Igor Nascimento de Sousa, Larissa Emanuelly Alves dos Santos e Mylena Ribeiro Lima.

Fonte : FACE/UFG

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