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A matemática que dialoga com as artes

Por Patricia Veiga. Criada em 17/10/17 16:18. Atualizada em 18/10/17 09:00.

Segundo dia do 14° Conpeex teve mesa-redonda interdisciplinar

Texto: Patrícia da Veiga

Fotos: Ana Fortunato e Carlos Siqueira

"Matemática: onde estás?". Este foi o mote da mesa-redonda que abriu os trabalhos desta terça-feira (17/10) no 14° Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão (Conpeex). O debate contou com a participação de Carlos Augusto Nobre e Elisa Abraão, professores-artistas, respectivamente, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ) e da Faculdade de Educação Física e Dança da UFG (FEFD).

Mediados por Maria Bethania Sardeiro dos Santos, docente do Instituto de Matemática e Estatística da UFG (IME), ambos falaram sobre como a matemática dialoga com os trabalhos que desenvolvem. Carlos Augusto Nóbrega apresentou a trajetória do Núcleo de Arte e Novos Organismos (Nano), que desde 2010 se dedica a experimentar possibilidades cognitivas e poéticas a partir da interseção arte-ciência-tecnologia. O Nano produz um laboratório aberto conhecido como Hiperorgânicos que, realizado anualmente em um museu, promove a interação entre o público geral, artistas, cientistas, máquinas e outros organismos vivos. O exemplo que mais cativou o público do Conpeex foi o de um aparelho que mede as sensações das plantas. A matemática, nesse caso, é mediadora da comunicação entre corpos diversos.

carlos augusto nobrega

Carlos Augusto Nóbrega, da UFRJ, apresentou a experiência do laboratório aberto Hiperorgânicos

Elisa Abraão, por sua vez, deu uma aula sobre a teoria e a prática de Rudolf Laban, bailarino, coreógrafo, arquiteto e criador das primeiras teorias da dança. “Laban considerava o corpo uma arquitetura que se relacionava com o espaço e com outras arquiteturas”, apresentou. Essa relação, conforme a professora, seria de tensão e equilíbrio, em busca de uma harmonia possível e também da produção de “esferas de ação”. E a maneira como Laban encontrou para visualizar os movimentos do corpo foi, justamente, pela matemática. Mais precisamente, a geometria.

Para Laban, o corpo no espaço produziria uma forma tridimensional e a investigação do movimento poderia criar outras possibilidades de estar no mundo: bidimensional e unidimensional. O bailarino projetou movimentos que pudessem formar, por exemplo, um icosedro e um cubo. “Laban foi importante pois trouxe para a dança a ideia de que o próprio corpo é referência para o movimento. Sua intenção foi explorar todas as possibilidades desse corpo no espaço”, explicou Elisa.

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Elisa Abraão falou sobre a geometria na dança, a partir do pensamento de Rudolf Laban

A programação do 14° Conpeex segue até amanhã (18/10) e conta com minicursos, palestras, apresentações culturais, apresentação de trabalhos e serviços de saúde à comunidade. Mais de cinco mil pessoas participam desta edição. Clique aqui e veja o que ainda é possível aproveitar do evento.

 

Fonte : Ascom/UFG

Categorias : Última Hora 14° Conpeex Matemática Artes

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