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Andifes promove ações contra cortes no orçamento de C&T

Por Luiz Felipe Fernandes Neves. Criada em 13/10/17 09:53. Atualizada em 13/10/17 09:56.

Na Câmara dos Deputados, a pró-reitora de Pesquisa e Inovação da UFG, Maria Clorinda Soares Fioravanti, falou sobre o Dia C da Ciência

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), reitor Emmanuel Zagury Tourinho, esteve no Congresso Nacional durante todo o dia, nessa terça-feira (10/10), em ação contra os cortes no orçamento da Ciência e Tecnologia. A comunidade científica afirma que o orçamento de investimentos do setor passou de R$ 8,4 bilhões em 2014 para R$ 3,2 bilhões este ano. Para 2018, o programado é ainda menor, de R$ 2,7 bilhões.

Durante toda a manhã, Tourinho esteve em Audiência Pública na Comissão de Ciência Tecnologia Inovação e Informática, solicitada pelo deputado Celso Pansera (PMDB/RJ). "Em 2017, estamos trabalhando com 30% dos recursos que nós tínhamos há dois anos. E a proposta orçamentária para 2018 é zero! Ou seja, esse sistema que é tão fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país não terá o oxigênio do qual precisa para sobreviver, nem via orçamento de ciência e tecnologia, nem via orçamento das universidades públicas, que é onde acontece a pesquisa científica e tecnológica. A ideia de cobrar mensalidade na universidade pública não é solução. Uma pesquisa feita pela Andifes mostrou que isso seria suficiente para apenas 30% do orçamento necessário, além de comprometer 25% da renda bruta familiar por aluno. A ideia de cobrar mensalidades tem uma única função: tirar da universidade o aluno de baixa renda. Os argumentos de que os ricos deveriam pagar seria mais bem servido por uma lei desse Congresso, que taxasse as grandes fortunas e destinasse esses recursos para a Educação", afirmou Emmanuel Tourinho.

Ainda de acordo com Tourinho, a Andifes apoia todas as iniciativas que visem o desenvolvimento das universidades e da ciência, tecnologia e pesquisa. "O objetivo é envolver todas as instituições federais de ensino superior em defesa da ciência". Helena Nader, da Academia Brasileira de Ciências, disse que o trabalho dos pesquisadores está presente na alta produtividade agrícola do país e na exploração de petróleo em águas profundas. Ela disse que países como a Coreia do Sul gastam mais de 4% do Produto Interno Bruto em Ciência e Tecnologia, enquanto o Brasil investe cerca de 1%.

Também estiveram presentes nas ações o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, o reitor da Universidade de Alfenas (Unifal), Paulo Márcio de Faria e Silva, e o reitor da Universidade Federal do Cariri (UFCA, Ricardo Luiz Lange Ness.

Câmara dos Deputados
No período da tarde, a comunidade científica se reuniu no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, onde recebeu o apoio de outros parlamentares, como os senadores Lindberg Farias (PT/RJ), Fátima Bezerra (PT/RN), Gleisi Hoffmann (PT/PR), Cristovam Buarque (PPS/DF) e do presidente do Senado em exercício, Cássio Cunha Lima (PSDB/PB), a quem foram entregues quatro volumes contendo mais de 82 mil assinaturas de brasileiros contra os cortes nos orçamentos federais, além dos deputados Alessandro Molon (Rede/RJ), Magarida Salomão (PT/MG), Izalci Lucas (PSDB/DF) e Jandira Feghali (PCdoB/RJ), que se uniram ao deputado Celso Pansera na defesa da Ciência, Tecnologia e Pesquisa.

A petição foi entregue, ainda, ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), que, assim como o presidente do Senado em exercício, se comprometeu em atuar para que as emendas ao Orçamento para 2018 beneficiem a Ciência.

As mais de 82 mil assinaturas foram coletadas a partir da campanha "Conhecimento sem Cortes", uma iniciativa liderada por associações de docentes da UFRJ, Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). A ação, iniciada em 22 de junho, junto com uma petição pública contra os cortes no orçamento, tem o apoio e parceria das principais associações científicas do país como Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira de Ciências (ABC), além de associações estudantis como a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

Segundo a coordenadora da campanha, Tatiana Roque, o forte engajamento de professores, pesquisadores, alunos e do conjunto da sociedade na campanha comprova que essa é uma pauta urgente e de grande apelo popular. "Estamos aqui para pressionar parlamentares para que se comprometam concretamente com o pleno funcionamento das universidades e institutos de pesquisa, garantindo o descontingenciamento dos recursos de 2017 e alocando verba adequada no orçamento de 2018, que deve ser votado ainda este mês", explica.

Conhecimento sem cortes

Campanha "Conhecimento sem Cortes" reuniu 82 mil assinaturas em defessa da ciência produzida no Brasil

Dia C da Ciência
Representando o Colégio de Pró-Reitores de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação das Instituições Federais de Ensino Superior da Andifes (Copropi), a professora Maria Clorinda Fioravanti, pró-reitora de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal de Goiás (UFG), explicou sobre a importância do Dia C da Ciência. O movimento nacional, marcado para o dia 25 de outubro, irá realizar atividades em escolas, museus, espaços públicos e ambientes institucionais. A ideia é que o Dia C da Ciência passe a ser realizado todos os anos.

No Dia C da Ciência, pesquisadores das diferentes áreas do conhecimento vão até as escolas públicas conversar com os estudantes sobre a ciência, tecnologia e inovação que estão produzindo. Também ocuparão espaços públicos diversos para essa mesma divulgação. Dessa forma, o Dia C da Ciência representa o dia em que o Brasil vai saber como as instituições de ensino e pesquisa estão mudando para melhor a vida das pessoas e do país.

Os atos que marcaram a terça-feira no Congresso Nacional reuniram representantes de cerca de 50 entidades científicas, entre reitores, professores e cientistas.

Conhecimento sem cortes

Pró-reitora de Pesquisa e Inovação da UFG, Maria Clorinda Soares Fioravanti falou sobre o Dia C da Ciência

Fonte : Andifes

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