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Setembro Azul

Festival Setembro Azul celebra conquistas da comunidade surda

Por Angélica Queiroz. Criada em 29/09/17 09:41. Atualizada em 29/09/17 15:30.

Essa é a segunda edição do festival realizado pela Faculdade de Letras da UFG

Setembro Azul

Texto: Angélica Queiroz

Fotos: Ana Fortunato

“Imagine uma criança mudar de país e ter que ir para a escola e não saber o idioma que seus colegas estão falando. Parece absurdo, mas na maioria das vezes, isso acontece com os alunos surdos brasileiros dentro da própria escola”. A descrição do Setembro Azul , movimento de âmbito nacional organizado pela comunidade surda, nos faz ter uma noção dos desafios diários de ser surdo.  Mas também é preciso comemorar as conquistas diárias, como o ingresso no ensino superior. Para celebrar o mês que é comemorado o Dia do Surdo, a Universidade Federal de Goiás realizou nesta quinta-feira (28/9) o II Festival Setembro Azul.

A coordenadora geral do evento, Renata Garcia, explicou o significado do Setembro Azul e afirmou que o festival é também uma homenagem a toda a comunidade surda. Presente na mesa de abertura, a coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da UFG, Vanessa Santana, ressaltou  a luta em prol da educação dos surdos. “Vocês têm responsabilidade em continuar essa luta para garantir um futuro melhor”, afirmou. O reitor da UFG, Orlando Amaral, destacou que a universidade quer ser cada dia mais uma instituição acessível, acolhedora e que respeita a diversidade. “É bom ver vocês aqui se impondo, mostrando a cara de vocês, abrindo espaços e ajudando a sociedade a ser melhor”, afirmou.

Representando a direção da Faculdade de Letras, o vice-diretor Jamesson Buarque lembrou o dia nacional da pessoa surda, celebrado no dia 26 de setembro e destacou que mais que um evento de convívio acadêmico, o Setembro Azul tem um cunho político relembrando uma história de lutas e conquistas. A coordenadora dos cursos Letras Libras e Letras Tradução e Interpretação em Libras/Português, Claudney Maira de Oliveira, afirmou que é preciso comemorar sempre. “E esperar que cada dia mais surdos estejam na universidade pra nos ensinar mais sobre essa cultura e tornar esse espaço acessível a todos”.

 

Setembro Azul

Programação em Libras

A primeira palestra da noite ficou por conta da aluna do curso de especialização em Linguística das Línguas de Sinais da UFG, Alinny Umeno, que falou sobre os desafios de ser surda-cega, ressaltando que essas pessoas podem sim ter autonomia e possibilidades de trabalho. Ela apresentou algumas ferramentas como o tadoma, o alfabeto escrito na palma da mão e o uso de libras tátil, além de lembrar importantes nomes da militância surdo-cega no mundo.

A professora do curso de Libras da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Sílvia Saraiva, propôs uma reflexão sobre os desafios dos docentes surdos no Brasil, destacando o decreto 5616, de 2995, que regulamente a formação de professores de Libras no Brasil. “Falta conhecimento até por parte dos colegas profissionais de outras áreas”, lamentou.

As atividades foram todas apresentadas em Língua Brasileira de Sinais (Libras). O festival começou com apresentações de vídeos em Libras sobre a diversidade do povo surdo e terminou com a apresentação de teatro “Ser ‘mão’ de surdo”.

 Setembro Azul

Fonte : Ascom UFG

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