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Doutoranda conquista bolsa do Governo Canadense

Doutoranda conquista bolsa do Governo Canadense

Por Angélica Queiroz. Criada em 27/09/17 09:30. Atualizada em 27/09/17 11:04.

É a primeira vez que um aluno do programa em Ciência e Tecnologia de Alimentos ganha essa bolsa

A doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFG, Jaquelinne Pires Vital da Costa, foi contempladada no programa de bolsas fomentado pelo Governo Canadense, da organização Canadian Bureau for International Education (CBIE). Jaquelinne foi contemplada com seis meses de bolsa e vai desenvolver parte de sua pesquisa sobre pigmentos microbianos na Universidade de Alberta, em Edmonton, no Canadá, no período de janeiro a julho de 2018.

Para o professor da Escola de Agronomia da UFG, Francielo Vendruscolo, que orienta a aluna, esta é uma importante conquista para o grupo de pesquisa que ele lidera bem como para o Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos. "É a primeira vez que um aluno do programa conquista essa bolsa", observa.

A pesquisa

Jaquelinne explica que o apelo por produtos naturais tem feito com que pesquisas com pigmentos naturais avancem. Os mais comumente utilizados pelas indústrias alimentícias  são os oriundos de plantas e pouco ainda se sabe sobre a utilização de pigmentos produzidos por microorganismos. Nesse contexto, o grupo de pesquisa liderado pelo professor Francielo tem buscado aprofundar esses estudos, tendo por microorganismo principal de estudo o Monascus ruber

Este fungo filamentoso, durante a fermentação, é capaz de produzir pigmentos de cor amarela, laranja e vermelha, dependendo das condições do meio de cultivo. Além disso, os produtos fermentados por Monascus possuem uma série de metabólitos secundários os quais possuem atividade anti-inflamatória, anti-oxidante e atividades anti-tumorais. Embora os benefícios desses biopigmentos sejam científicamente comprovados, os pigmentos microbianos ainda são proibidos no Brasil, em países da Europa, Estados Unidos e Canadá.

"No Brasil, as pesquisas sobre a produção de pigmentos por Monascus são raras, o que valoriza a UFG como uma das instituições brasileiras que mais publicaram artigos sobre esse assunto e contribuem para as agências reguladoras brasileiras para avaliar e valorizar a produção de biopigmentos. Minha pesquisa pretende aprofundar os estudos sobre a produção de pigmentos metabólitos secundários. Todo o suporte tecnológico avançado encontrado no laboratório canadense permitirá o avanço da pesquisa sobre a produção de biopigmentos e sua aplicação em alimentos", detalha a estudante.

Doutoranda conquista bolsa do Governo Canadense

Francielo Vendruscolo supervisiona o trabalho da estudante

Fonte : Ascom UFG

Categorias : Última Hora

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