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Debate marca lançamento de livro sobre Lima Barreto

Por Angélica Queiroz. Criada em 12/09/17 08:58. Atualizada em 12/09/17 11:27.

Lilia Moritz Schwarcz e Dalton Paula falaram sobre o processo de construção do trabalho 

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Texto: Angélica Queiroz

Fotos: Carlos Siqueira

Para o artista Dalton Paula, o fio condutor do processo de  elaboração e criação da capa do livro Lima Barreto - Triste Visionário foi o corpo silenciado – o corpo negro. A foto pintura convida à reflexão sobre as possibilidades de cura para esses corpos, tal qual o trabalho de Lima Barreto que fazia arte negra com protagonistas negros e para o qual a questão racial era fundamental e presente. 

A capa, que segundo a autora do livro, Lilia Moritz Schwarcz, é um ato político, dá personalidade à obra, que é um perfil biográfico que abrange o corpo, a alma e os livros do escritor carioca. "Essa imagem é tão potente que não havia como interrompê-la", explicou a autora. O livro foi lançado na UFG nesta segunda-feira (11/9), seguido de debate e sessão de autógrafos. 

Lilia Schwarcz, que durante mais de dez anos mergulhou na obra de Lima Barreto, lembrou que o Brasil é um país de maioria negra que prometeu, após a abolição da escravatura, muita inclusão social e entregou, ao invés disso, muita exclusão social. "Lima escrevia sobre a experiência de ser liberto numa sociedade onde o conceito de liberdade varia tanto", observou a pesquisadora. "Ele era também bastante deslocado. Criticava o subúrbio quando no subúrbio e, quando no centro, criticava o centro", completou.

Para Lilia, a biografia de Lima Barreto se cola a sua obra de uma forma que não dá para separar porque o autor fazia uma literatura militante, que nunca se separou dos problemas de seu contexto e andava tão entranhado com seus personagens que, muitas vezes, se confundia com eles. "Ele era um intérprete do país e pretendia um Brasil com mais inclusão social", afirmou, destacando a atualidade de seus trabalhos ainda hoje. "O que vai acontecer com o país se incluirmos intérpretes mais plurais?", questionou.

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Professor Luis Felipe Kojima Hirano mediou o bate-papo com escritora e artista

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Centenas de pesquisadores e estudantes participaram da discussão

Fonte : Ascom UFG

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